Queiti - a energia da terra

Propriedades no Algarve - Realestate

1 - GOVERNADORES CINZENTOS
Governar cinzento e sem alma é contruir a rede de gás natural.
Governar inteligentemente, com garra e futuro SERIA ter aproveitado a construção da conduta, os homens, as máquinas, a engenharia...para construir em paralelo um segundo e mesmo um terceiro tubo para, (por exemplo), fazer o transvase da água excedentária a norte, para o sul carenciado. A falta de inteligência e o excesso de cinzentismo levam qualquer nação à falência.

2 - O COMÉRCIO DA DROGA
O problema fulcral do uso e consumo de droga prende-se com a facilidade de acesso, por parte dos jovens, sempre que estes pretendam iniciar-se no consumo.
Ou porque se assiste ao ritual de preparação do caldo, ou porque alguém comprou e pode dispensar um pouco, ou ainda por qualquer uma das mil razões que levam um jovem até ao primeiro xuto, o que está sempre presente é a possibilidade de adquirir com extrema facilidade o produto da iniciação.
Pese qualquer esforço no sentido de combater o tráfico, de limitar os supermercados da droga, de penalizar os traficantes, dos programas de desintoxicação, da metadona, etc., a experiência diz-nos a todos que por aí não se vai a parte alguma que não seja a do aumento desenfreado, assustador e destrutivo do número de jovens que diariamente se perdem no seu consumo.
A solução que passo a apresentar é tão simples que quase me atrevo a pensar que ainda não foi implementada, não por ninguém a ter pensado, mas por haver interesses que o impedem. A ser assim - e nem quero acreditar que o seja - o crime vai muito para lá dos meros traficantes, incluindo então gente de colarinho branco lucrando com a ruína e destruição de uma juventude sofredora:
Todo e qualquer viciado, sem qualquer tipo de discriminação, após sujeitar-se a um exame médico que confirme a sua situação, passará diariamente a receber gratuitamente as doses de heroína ou cocaína que lhe sejam necessárias, ministradas por pessoal especializado e credenciado em centros hospitalares devidamente preparados e equipados.
Pronto, é só isto!
A partir daqui os traficantes vendem droga a quem? Um potencial novo consumidor compra onde?
O risco da importação e tráfico de estupefacientes só se justifica havendo um número razoável de compradores; o tráfico não se faz tendo em mira potenciais novos consumidores. Não havendo compradores porque carga de água alguém persistiria em colocar à venda um produto sem procura?
Para os "agarrados" garante-se-lhes a pureza do produto que consomem, impede-se-lhes a necessidade de se prostituírem ou recorrerem ao crime para conseguir o dinheiro para a dose, diminuindo-se ainda drasticamente o risco de contágio de doenças infecciosas.
Aos nossos filhos - e é este o ponto mais importante do sistema - vedamo-lhes o acesso à droga porque não vão decerto encontrar onde a comprar!
Como contribuintes, fica-nos mais barato importar anualmente umas quantas toneladas de cocaína que pagar toda a actual parafernália de esquemas que cercam o fenómeno da droga. (Será que todos os que vivem hoje do facto de existirem drogados - "clínicas", "associações", "centros", "gabinetes", "especialistas", "acompanhantes", "psicólogos", etc. etc. etc. - poderão um dia viver fora disso?).
O fenómeno só se estanca combatendo um cartel com um monopólio mais forte.
O Estado deve nacionalizar imediatamente o negócio da droga criando um monopólio que "seque" toda a concorrência!
Comentário (I)
Erradicar a droga não é nem por sombras uma brincadeira de crianças.
Eu pessoalmente estou convicta que nunca acabará o tráfico.
Porquê? Simples...São os grandes senhores que comandam as hostes e a esses ninguem chega.São os pequenos e os consumidores que são sempre apanhados.
Infelizmente... a droga é um mal eterno!!
Telma Caroca

3 - EMIGRANTES
É sobejamente conhecido o peso que representa para Portugal a permanente remessa de divisas dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo. Será preciso pensar com muita força para compreender que Portugal NÃO se pode (enquanto disso estiver dependente) dar ao luxo de criar condições sociais e económicas para que eles regressem? Mais, o fluxo tem de ser por qualquer forma mantido para que as remessas - pelo menos - não diminuam. Conclusão: Portugal não se pode permitir um nível de vida idêntico ao dos países de acolhimento dos nossos emigrantes. Vamos ter de nos manter sempre alguns furos abaixo.

4- SOCIEDADE DE CONSUMO
Uma nota introdutória: as empresas competitivas são as que vendem mais do que as outras, que produzem mais e mais barato. A questão: quem no futuro próximo vai forçar os governantes a uma maior justiça social, à defesa dos mais desfavorecidos? A Igreja? Os partidos de esquerda? Os Tupamaros? Fidel? ERRADO. A pressão junto dos governantes, em defesa dos mais pobres, vai ser feita pela... grande indústria, banca e grande comércio! É que quem produz necessita de muitos consumidores solventes. Cada cidadão deve ser um potencial saudável consumidor, objecto último de uma lógica corrente de consumo.

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